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  • Alunos do Liceu Aga Khan em Khorog, Tajiquistão.
    AKDN / Christopher Wilton-Steer
Dia Internacional da Alfabetização
O que é a alfabetização?

No dia 8 de Setembro, Dia Internacional da Alfabetização, vamos parar e considerar o que significa ser “alfabetizado”. Muitos definem-no como ser capaz de "ler e escrever... uma frase curta e simples sobre o seu dia-a-dia". Ao passo que uma definição mais detalhada poderia abranger um conjunto de competências “que permitem que um indivíduo se envolva plenamente na sociedade e na aprendizagem, através das diferentes formas de linguagem... que a sociedade valoriza e considera úteis”. Na maioria, se não mesmo em todos os casos, a alfabetização nos países com altos rendimentos é definida por este conjunto mais abrangente de competências, sendo que na maioria dos países em desenvolvimento persistem os critérios mais simples de "ler e escrever". Infelizmente, esta diferença pode resultar em pobreza e em outras questões que são passadas de uma geração para outra, já para não mencionaras baixas expectativas de vida de milhões de crianças em todo o mundo.

No Tajiquistão e no Quirguistão, estamos a experimentar o conceito de alfabetização plurilíngue, começando em duas escolas Aga Khan, mas com a intenção de implementar o projeto a nível nacional com a ajuda do Ministério da Ciência e Educação do Tajiquistão. Este novo currículo pretende encorajar a compreensão e o respeito pelas culturas envolvidas, o pluralismo através da diversidade linguística, e permitir aos alunos não apenas ler e escrever ao nível da universidade até ao final do ensino secundário, como fazê-lo numa língua estrangeira. Não se espera que os nossos alunos sejam simplesmente "capazes de ler e escrever", eles são incentivados a querer ler e escrever, a compreender porque lemos e escrevemos, e a verem as suas próprias competências de alfabetização como um veículo que os pode levar em muitas direções diferentes, não apenas académicas. Os nossos alunos são incentivados a usar as suas línguas maternas na sala de aula, a apreciar e a partilhar as suas próprias línguas e culturas, a utilizar o inglês como língua franca, mas sem esquecerem quem eles são, e a compreender que cada idioma é uma manifestação da cultura daqueles que se expressam nessa língua. Acreditamos que, ao incentivar esta mudança nas nossas escolas e a um nível nacional, seremos capazes de criar metas educacionais mais úteis, e que a disseminação desta abordagem poderá ter um impacto positivo no desenvolvimento da comunidade em geral.

Através dessa definição mais ampla e detalhada de alfabetização, podemos ajudar os nossos alunos no seu próprio desenvolvimento, de modo a que estes pessoalmente definam e desenvolvam o respeito por quem são e de onde vêm. Nós podemos ajudar a revelar uma nova geração de compreensão, apreço e de cidadãos capacitados num mundo melhor. Isto pode parecer idealista, mas o Dia Internacional da Alfabetização não significa tentar alcançar um mundo ideal?