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  • A modernização do hospital de Nyamagana levará a que as mulheres e os seus recém-nascidos recebam um atendimento da mais alta qualidade. A AKDN está a apoiar os melhoramentos nos serviços do hospital, incluindo a construção de uma ala de maternidade com centro cirúrgico, a formação de profissionais de saúde, o fornecimento de equipamentos e material e o fortalecimento da gestão e das operações do hospital para sustentar estes melhoramentos e continuar a crescer a longo prazo.
    AKDN / Esther Mbabazi
Fundação Aga Khan
Melhorar as taxas de mortalidade materna e neonatal na Tanzânia

Para muitas mulheres e raparigas de partes remotas da Tanzânia, a gravidez pode ser sinónimo de uma carência de serviços pré-natais especializados - ou dificuldade em viajar para uma clínica que ofereça esses serviços. Em resultado disso, muitas acabam por morrer: as principais causas de mortalidade materna e neonatal no norte da Tanzânia são a distância em relação aos serviços de saúde e uma alta taxa de hemorragia e eclampsia.

O atendimento especializado em áreas remotas pode ajudar a resolver os dois problemas. Para a Dra. Simiyu, diretor da maternidade do hospital de Nansio, na remota ilha de Ukerewe, a modernização do hospital e da formação dos funcionários pode levar a que as mulheres grávidas consigam obter um atendimento especializado na ilha em vez de terem de viajar para o continente para serem tratadas. Na foto, ela trata uma mulher com pré-eclampsia, um problema na gravidez que pode colocar a mãe e o bebé em risco.

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O Dr. Chris Tabalo é médico na maternidade do hospital de Nyamagana. Através de formação apoiada pela AKDN, diz ter adquirido novas competências que o ajudam a atender mulheres em situações de emergência como um parto distócico.
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AKDN / Esther Mbabazi

A Dra. Simiyu é um dos médicos que trabalha nas clínicas e hospitais apoiados pela Fundação Aga Khan (AKF) nos oito distritos da região de Mwanza, na fronteira com o Lago Victoria. Com uma doação de 12 milhões de dólares por parte da Global Affairs Canada, o programa da AKF está a trabalhar para reduzir a mortalidade materna e neonatal entre quase um milhão de pessoas (695 000 mulheres e raparigas; 279 400 homens e rapazes).

A AKF trabalha para fazer face aos principais desafios na área da saúde reprodutiva, materna e neonatal, incluindo melhorar a disponibilidade e a qualidade dos serviços de saúde materna e neonatal - e aumentar a utilização destes serviços por parte das mulheres e das suas famílias.

Neste sentido, o projeto modernizou e equipou 80 unidades de saúde pública para oferecer os melhores cuidados obstétricos e neonatais de emergência. O projeto trabalhou a vertente administrativa com a gestão do sistema de saúde com o intuito de melhorar o planeamento, a orçamentação e a prestação de serviços de qualidade. Trabalhou para desenvolver o conhecimento e as competências dos profissionais de saúde e voluntários da comunidade em áreas com grande impacto. Também trabalhou com as comunidades para promover e pôr em prática comportamentos saudáveis que favoreçam um cenário positivo na saúde reprodutiva, materna e neonatal. O projeto foi desenvolvido para ser abrangente, trabalhando inclusive para promover a igualdade de género e a preocupação com o ambiente.

Espera-se que venham a ser incluídos mais 320 918 homens no projeto através de atividades de sensibilização da comunidade destinadas a melhorar os resultados da saúde materna e neonatal.

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Aisha Sefukikoti acaba de dar à luz o seu bebé recém-nascido no hospital de Nyamagana, em Mwanza, Tanzânia. Ela tem mais 10 crianças em casa, algumas das quais nasceram também no hospital. Ela diz que notou uma melhoria na qualidade dos serviços e no atendimento após o apoio por parte da AKDN à maternidade do hospital.
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Preparar as áreas remotas para a COVID-19

Enquanto trabalha para melhorar as taxas de mortalidade materna e neonatal em Mwanza, na Tanzânia, a AKF está também a abordar os novos desafios suscitados pela COVID-19. Para fazer face a estes problemas, a AKF está a complementar os esforços do governo no fornecimento de equipamento de proteção individual adequado aos prestadores de serviços de saúde, e a adquirir equipamentos e material para os recém-criados centros de isolamento e Unidades de Doenças Altamente Infeciosas. Está também a apoiar os esforços de coordenação do governo, promovendo a supervisão regional de apoio aos conselhos, através do fornecimento de transporte. Está a criar programas de rádio focados na COVID-19 e a divulgar informações sobre o vírus, incluindo sessões de formação para Agentes Comunitários de Saúde, Grupos de Poupança Comunitária e Grupos de Assistência, e a imprimir e distribuir materiais importantes de IEC.