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  • O Programa de Certificação em Educação do IDE na África Oriental foi concluído por mais de 1600 professores no ativo, que se tornaram parte do objetivo de melhorar a qualidade dos professores e da aprendizagem dos alunos em toda a região.
    AKDN / Paul Hicks
Melhorar a qualidade do ensino
Soluções digitais para professores de aldeia

O Instituto de Desenvolvimento Educacional da Universidade Aga Khan (AKU) para a África Oriental, com sede em Dar es Salaam, Tanzânia, foi pioneiro na utilização de computadores de tipo tablet de baixo custo com o intuito de combater um dos maiores desafios da educação em África: melhorar a qualidade do ensino.

Desde o início, o Instituto para o Desenvolvimento Educacional (IDE) tem-se concentrado em ajudar os professores a melhorar a sua instrução e a aprendizagem dos alunos através dos seus cursos de certificação e de mestrado. Na base desta estratégia está uma ideia simples mas poderosa: a qualidade do ensino é crucial para determinar o quanto os alunos aprendem na escola. Mais recentemente, o IDE começou a explorar o poder das novas tecnologias ao serviço da aprendizagem, a oferecer oportunidade de desenvolvimento profissional de alta qualidade a professores que vivem em áreas rurais e que não têm oportunidades de melhorar a sua formação. Esta iniciativa está a ser encabeçada pela equipa de Pesquisa e Desenvolvimento de TIC, liderada pelo Dr. Brown Onguko e apoiada por colegas que participaram no Programa de Aprendizagem Combinada nos vários polos da AKU.

Uma das primeiras apostas do IDE no terreno envolveu a utilização de mensagens de texto via telemóvel para dar feedback aos diretores das escolas em Kisumu, no Quénia. Mais recentemente, os professores e ex-alunos do IDE trabalharam com colegas da Universidade de Calgary para desenvolver um curso de multimédia simples para tablet que incorpora vídeo, áudio e texto. As lições foram cuidadosamente desenvolvidas para ajudar os professores de uma aldeia isolada no oeste do Quénia a lidar com turmas de 50 ou mais alunos e a retirar o foco da aprendizagem mecânica e encorajar os alunos a fazer perguntas e a pensar por si próprios.

Usando os tablets alimentados a energia solar, os professores revêm as lições no seu tempo livre, e reúnem-se depois semanalmente para discutir as suas experiências na implementação das técnicas aprendidas. Os resultados foram impressionantes: os novos métodos foram adotados rapidamente, tendo levado a um aumento da participação dos estudantes, tendo continuado a usá-los após o fim do programa, como comprovou o Dr. Onguko numa visita que realizou um ano depois. “Eu queria saber: pode o desenvolvimento profissional ser providenciado através da tecnologia a professores em áreas rurais?”, perguntou Onguko. “Porque, neste momento, eles não têm acesso a formação depois de se tornarem professores. Em última análise, são os alunos que sofrem com isto." Desde então, os ex-alunos do Instituto que ajudaram no desenvolvimento dos conteúdos do curso puseram em prática a sua experiência em Korogocho, um povoado informal em Nairobi, tendo utilizado tablets para ministrar um curso que visava ajudar os professores a fazer uma melhor avaliação da aprendizagem por parte dos alunos, assim como do próprio desempenho.

Próximo passo para o IDE: testar a abordagem numa escala maior e investigar a possibilidade de estabelecer um Centro de Aprendizagem Inovadora para criar e avaliar novos métodos de aproveitamento das tecnologias de informação para a melhoria do desempenho de professores e alunos. Com a combinação certa de conteúdo localmente relevante, contato cara-a-cara e oferta digital, o IDE poderia ajudar a revolucionar a oferta de desenvolvimento profissional a professores da África Oriental, melhorando assim a aprendizagem de milhares de crianças.

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