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  • Vencedores do Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2019.
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  • Irada Ayupova, Ministra da Cultura do Tartaristão, e Farrokh Derakhshani, Director do Prémio Aga Khan para a Arquitetura, anunciam os vencedores do Prémio de 2019 numa Conferência de Imprensa em Kazan, na República do Tartaristão
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Anunciados os Vencedores do Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2019

Kazan, Rússia, 29 de Agosto de 2019 - Os vencedores do Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2019 foram hoje anunciados. Os vencedores, que irão dividir entre si um prémio total de 1 milhão de dólares, são:

Bahrain

  • Revitalização de Muharraq, que destaca a história do comércio de pérolas deste local Património Mundial, começou inicialmente como uma série de projetos de restauração e reutilização. O projeto evoluiu para se tornar um programa abrangente com o objetivo de reequilibrar a composição demográfica da cidade através da criação de espaços públicos e espaços comunitários e culturais, e melhorando o ambiente geral.

Bangladesh

  • O Projeto Arcadia de Educaçãoem Kanarchor Sul, uma estrutura modular que abarca espaço para um infantário, um hostel, um berçário e um centro de formação profissional, e que assume uma abordagem inovadora numa zona ribeirinha que é inundado durante cinco meses todos os anos. Em vez de perturbar o ecossistema para criar um monte para a construção, o arquiteto desenvolveu a solução de uma estrutura anfíbia que poderia ficar assente no chão ou flutuar sobre a água, dependendo das condições da estação.

Palestina

  • Museu da Palestina, em Birzeit, que ocupa uma colina escalonada com vista para o Mediterrâneo e que recebeu a certificação LEED Gold devido à sua construção sustentável. As formas em ziguezague da arquitetura do museu e dos jardins nas encostas são inspiradas nos socalcos agrícolas circundantes, enfatizando a ligação com a terra e o património da Palestina.

Federação Russa

  • Programa de Desenvolvimento de Espaços Públicos, na República do Tartaristão, um programa que, até à data, já melhorou 328 espaços públicos por todo o Tartaristão. Este programa ambicioso procurou contrariar a tendência de espaços de propriedade privada, redefinindo as prioridades em espaços públicos de qualidade para o povo do Tartaristão. Hoje é um modelo para toda a Federação Russa.

Senegal

  • Unidade de Ensino e Investigação da Universidade Alioune Diop, em Bambey, onde a escassez de recursos levou ao uso de estratégias bioclimáticas: um grande telhado duplo de cobertura e treliça que evita a radiação solar direta, mas permite que o ar flua através da estrutura. Ao utilizar técnicas de construção conhecidas dos locais e seguindo princípios de sustentabilidade, o projeto conseguiu controlar os gastos e as exigências de manutenção ao máximo, marcando ao mesmo tempo uma forte afirmação arquitetónica.

Emirados Árabes Unidos

  • Centro de Zonas Húmidas de Wasit, em Sharjah, um projeto que transformou um terreno baldio numa zona húmida e funcionou como um catalisador para a biodiversidade e a educação ambiental. Conseguiu restaurar o seu ecossistema indígena, e provou ser um local popular para os visitantes apreciarem e aprenderem sobre o seu ambiente natural.

Para ter acesso a um dossier de imprensa online completo, com resumos de cada um dos projetos vencedores, imagens de alta resolução, vídeo de alta qualidade (para serem usados por estações de televisão e sites) e outras informações, consulte: www.akdn.org/2019AwardWinners.

Acerca do Prémio Aga Khan para a Arquitetura

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura é diferente de muitos outros prémios de arquitetura: não premeia apenas arquitetos, distinguindo também municípios, construtores, clientes, mestres artesãos e engenheiros que tenham desempenhado papéis importantes na realização de um projeto. Os projetos galardoados vêm de todo o mundo, de França à China. Os 122 prémios foram recebidos por arquitetos e urbanistas de Nova Iorque a Daca. Durante o processo de nomeação, foram documentados mais de 9000 projetos de construção. O Prémio foi criado por Sua Alteza o Aga Khan em 1977 para identificar e encorajar conceitos de construção que correspondam com sucesso às necessidades e aspirações de comunidades nas quais exista uma presença significativa de muçulmanos.

O Local da Cerimónia de Entrega de Prémios

As cerimónias de divulgação dos projetos vencedores e de conclusão de cada ciclo trienal são sempre realizadas em ambientes selecionados pela sua importância arquitetónica e cultural para o mundo muçulmano. Em 2019, a cerimónia será realizada em Kazan, Rússia, que tem no seu Kremlin um local Património Mundial.

Os locais anteriores onde tiveram lugar as cerimónias do Prémio englobam muitas das proezas arquitetónicas mais ilustres do mundo muçulmano, incluindo os Jardins Shalimar em Lahore (1980), o Palácio de Topkapi em Istambul (1983), Alhambra em Granada (1998), e o Túmulo do Imperador Humayun em Deli (2004).

O Grande Júri do Prémio 2019

Os nove membros do Grande Júri de 2019 são: Anthony Kwamé Appiah, um filósofo americano de origem ganesa; Meisa Batayneh, fundadora e arquiteta principal da Maisam Architects & Engineers; Sir David Chipperfield, cujo escritório desenvolveu mais de 100 projetos para os sectores público e privado; Elizabeth Diller,parceira fundadora de um estúdio de design cuja atividade abrange os campos da arquitetura, do desempenho multimédia e média digital; Edhem Eldem, Professor de História na Universidade Boğaziçi (Istambul) e no Collège de France; Mona Fawaz, Professora de Estudos Urbanos e Planeamento no Instituto Issam Fares de Políticas Públicas da Universidade Americana de Beirute; Kareem Ibrahim, um arquiteto e investigador urbano egípcio que tem trabalhado intensivamente no Cairo Histórico; Ali M. Malkawi, Professor na Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade de Harvard e diretor fundador do Centro de Harvard para Edifícios e Cidades Verdes; e Nondita Correa Mehrotra, uma arquiteta que trabalha na Índia e nos Estados Unidos e que é diretora da Fundação Charles Correa. Para mais informações, consulte as biografias dos membros do Grande Júri. 

O Comité Diretivo é presidido por Sua Alteza o Aga Khan. Os outros membros do Comité Diretivo são: Sir David Adjaye, Diretor da Adjaye Associates, Londres; Mohammad al-Asad, Diretor Fundador do Centro para o Estudo do Ambiente Construído, Amã; Emre Arolat, Fundador da EAA- Emre Arolat Architecture, Nova Iorque-Londres-Istambul; FrancescoBandarin, Consultor Especial, UNESCO, Paris; Hanif Kara, Diretor de Design - AKT II, Londres, e Professor da Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade de Harvard, Cambridge; Azim Nanji, Assessor Especial na Universidade Aga Khan, Nairobi; Nasser Rabbat, Professor Aga Khan no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Cambridge; Brigitte Shim, Sócia da Shim-Sutcliffe Architects, Toronto; e Marina Tabassum, Diretora da Marina Tabassum Architects, Daca. Farrokh Derakhshanié o Diretor do Prémio. Para mais informações, consulte as biografias do Comité Diretivo.

O Livro do Prémio

Será publicada em Setembro de 2019 pela ArchiTangle Publishers uma monografia que inclui ensaios sobre questões levantadas pelas seleções do Grande Júri para a lista de finalistas e vencedores do Prémio de 2019. O livro Arquitetura em Diálogo, editado por Andres Lepik, inclui descrições e ilustrações dos 20 projetos finalistas, incluindo os seis projetos vencedores. Para mais informações, consulte: https://architangle.com/

Para mais informações, consulte o Dossier de Imprensa: www.akdn.org/2019AwardWinners, o site (www.akdn.org/architecture/) e as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e LinkedIn). 

Contactos de imprensa:

Sam Pickens
Prémio Aga Khan para a Arquitetura
PO Box 2049, 1211 Geneva 2, Switzerland
Telefone: (41,22) 909.72.00
E-mail:             info@akdn.org
Site: www.akdn.org/architecture 

Notas

Acerca de Sua Alteza o Aga Khan 

Sua Alteza o Aga Khan, o 49.° Imam hereditário (Líder Espiritual) dos muçulmanos Shia Imami Ismailis, tornou-se Imam aos 20 anos. O Aga Khan oferece orientação espiritual a uma comunidade de 15 milhões de pessoas em cerca de 25 países, principalmente na Ásia Ocidental e Central, em África e no Médio Oriente, assim como na América do Norte e na Europa Ocidental. Enquanto Líder Espiritual dos muçulmanos Ismailis, o Aga Khan tem salientado a visão do Islão como uma fé espiritual, pensante, que advoga a compaixão e a tolerância, e que defende a dignidade do homem, a mais nobre criação de Allah. O Aga Khan é descendente direto do Profeta Muhammad (que a paz esteja com Ele) através do seu primo e genro, Ali, o primeiro Imam, e da sua esposa Fátima, filha do Profeta. 

Acerca do Prémio Aga Khan para a Arquitetura e a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura foi criado pelo Aga Khan em 1977 para identificar e encorajar conceitos de construção que correspondam com sucesso às necessidades e aspirações de comunidades nas quais exista uma presença significativa de muçulmanos. O Prémio reconhece exemplos de excelência arquitetónica nos campos do design contemporâneo, habitação social, melhoria e desenvolvimento comunitário, preservação histórica, reutilização e conservação de espaços, assim como design paisagístico e melhoria do meio ambiente. Desde que o Prémio foi lançado há 42 anos, já houve mais de 122 projetos agraciados com o prémio e mais de 9000 projetos de construção documentados.           

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura faz parte da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN). Atualmente, gere cerca de mil programas e instituições em 30 países - muitos dos quais iniciados há mais de 60 anos e outros há mais de 100. Emprega aproximadamente 80 000 pessoas, a maioria das quais vive em países em desenvolvimento. O orçamento anual da AKDN para atividades de desenvolvimento sem fins lucrativos é de aproximadamente 950 milhões de dólares. O seu ramo para o desenvolvimento económico, o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, gera receitas anuais de 4,3 mil milhões de dólares, mas todos os excedentes gerados pelas suas empresas de projeto são reinvestidos em novas atividades de desenvolvimento, geralmente em regiões frágeis, remotas ou em situação de pós-conflito.