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  • Os 20 projetos finalistas do Prémio Aga Khan para a Arquitetura de 2019.
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Anunciada a Lista de Finalistas do Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2019

O Grande Júri irá decidir como será repartido o prémio global de 1 milhão de dólares

Genebra, Suíça, 25 de Abril de 2019- Os 20 projetos finalistas do Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2019 foram hoje anunciados. Os projetos estarão a concorrer por um prémio global de 1 milhão de dólares. 

Em Janeiro, um Grande Júri independente analisou centenas de candidaturas. Os 20 projetos finalistas serão agora alvo de uma análise rigorosa por parte de uma equipa de especialistas que irãovisitar e avaliar cada projeto presencialmente. Os seus relatórios serão a base para as escolhas do Grande Júri dos futuros vencedores. Importa referir que os projetos encomendados pelo Aga Khan ou por qualquer uma das instituições da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) não são elegíveis para este Prémio. Para serem elegíveis como candidatos para o ciclo 2019 do Prémio, os projetos devem ter sido concluídos entre 1 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2017 e devem estar em funcionamento há pelo menos um ano.

Para ter acesso a um dossier de imprensa onlinecompleto, com resumos de cada projeto e imagens de alta resolução, consulte aqui.

Os 20 projetos finalistas são:

Bahrain

  • Revitalização de Muharraqoferece um testemunho acerca do comércio de pérolas na Península Arábica ao longo dos séculos, especialmente durante o século XIX, período em que o Bahrain prosperou.

Bangladesh

  • Projeto Arcadia de Educação, em Kanarchor Sul, uma estrutura anfíbia modular- que incorpora um espaço para um infantário, uma residência, uma creche e um centro de formação profissional - que está junto a uma zona ribeirinha que fica frequentemente inundada durante cinco meses todos os anos.
  • Tear Amber Denim, em Gazipur, um formato novo que combina a arquitetura residencial tradicional do Bangladesh com elementos contemporâneos num grande espaço aberto que aloja máquinas, uma sala de compras, um espaço para refeições, uma zona de oração e casas de banho.

China

  • O Courtyard House Plugin, em Pequim, um sistema modular pré-fabricado desenvolvido inicialmente como um protótipo a ser instalado em casas-pátio no tradicional bairro muçulmano de Dashilar, onde residem comunidades que não têm meios para proceder a renovações.

Djibouti

  • Aldeia SOS Crianças de Tadjourah, um projeto baseado numa medina tradicional e num esquema de ruas estreitas que maximiza a sombra e a ventilação, proporcionando abrigo aos mais vulneráveis da sociedade.

Etiópia

  • O Warka Water, um protótipo implementado pela primeira vez em Dorza, consiste numa elegante estrutura triangular feita de bambu local que inclui uma fina malha de poliéster que captura gotículas de alta humidade no ar.

Irão 

  • Reabilitação da Rua Enghelabno Teerão, engloba tanto a reabilitação das fachadas de 114 edifícios existentes e a criação de um espaço cultural público entre o Teatro Nacional e a Ópera.

Indonésia

  • A Microbiblioteca de Taman Bima, em Bandung, tem como objetivo ajudar a combater as baixas taxas de alfabetização da Indonésia, adicionando uma microbiblioteca em cima de um palco pré-existente usado para eventos comunitários.
  • Residência AM, em Jacarta, um projeto inspirado pelas típicas casas de palafitas indonésias que favorecem a ventilação natural; as paredes são minimizadas e as janelas simplificadas para criar uma relação ininterrupta entre interior e exterior.

Líbano

  • A Escola Jarahieh, em Al-Marj, que fornece instalações educacionais para crianças de 300 famílias de refugiados sírios, cria um centro para atividades comunitárias e oferece o único abrigo seguro no acampamento em caso de tempestade de neve ou terramoto.

Omã

  • Mercado de Peixe de Muttrah, em Mascata, que destaca as tradições de comércio e pesca da região, ao mesmo tempo que dá resposta à crescente indústria turística de Omã.

Palestina

  • O Museu Palestiniano, em Birzeit, que ocupa uma colina escalonada com vista para o Mediterrâneo e recebeu a certificação LEED Gold devido à sua construção sustentável.

Qatar

  • Museus Msheireb, em Doha, que incorporam quatro casas pátio históricas que remontam ao início do século XX e que em conjunto constituem um elemento de desenvolvimento cultural do centro de Doha.

Federação Russa 

Senegal

Turquia

Uganda

  • O Dormitório Ashinaga Uganda, em Nansana, uma escola residencial que prepara estudantes de exceção da África Subsaariana para ingressarem no ensino superior.

Emirados Árabes Unidos

  • Concrete na Avenida Alserkal, no Dubai, o principal elemento deum antigo complexo industrial que foi transformado num centro cultural.
  • Espaços Artísticos Al Mureijahem Sharjah, a renovação de cinco edifícios em ruínas que ofereciam o cenário urbano e arquitetónico perfeito para um espaço de arte contemporânea.
  • Centro de Zonas Húmidas de Wasit, em Sharjah, um projeto que transforma um terreno baldio numa zona húmida e funciona como um catalisador para a biodiversidade e a educação ambiental.

O Grande Júri do Prémio 2019

Os nove membros do Grande Júri Mestre de 2019 são:Anthony Kwamé Appiah, um filósofo americano de origem ganesa; Meisa Batayneh, fundadora e arquiteta principal da Maisam Architects & Engineers; Sir David Chipperfield, cujo escritório construiu mais de 100 projetos para os setores público e privado; Elizabeth Diller,parceira fundadora de um estúdio de design cuja atividade abrange os campos da arquitetura, do desempenho multimédia e média digital; Edhem Eldem, Professor de História na Universidade Boğaziçi (Istambul) e no Collège de France; Mona Fawaz, Professora de Estudos Urbanos e Planeamento no Instituto Issam Fares de Políticas Públicas da Universidade Americana de Beirute; Kareem Ibrahim, um arquiteto e investigador urbano egípcio que tem trabalhado intensivamente no Cairo Histórico; Ali M. Malkawi, Professor na Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade de Harvard e diretor fundador do Centro de Harvard para Edifícios e Cidades Verdes; e Nondita Correa Mehrotra, uma arquiteta que trabalha na Índia e nos Estados Unidos e que é diretora da Fundação Charles Correa. Para mais informações, consulte as biografias dos membros do Grande Júri. (https://www.akdn.org/architecture/master-jury/196951)

OComité Diretivoé presidido por Sua Alteza o Aga Khan. Os outros membros do Comité Diretivo são: Sir David Adjaye, Diretor da Adjaye Associates, Londres; Mohammad al-Asad, Diretor Fundador do Centro para o Estudo do Ambiente Construído, Amã; Emre Arolat, Fundador da EAA- Emre Arolat Architecture, Nova Iorque-Londres-Istambul; FrancescoBandarin, Consultor Especial, UNESCO, Paris; HanifKara, Diretor de Design - AKT II, Londres, e Professor da Escola de Pós-Graduação em Design da Universidade de Harvard, Cambridge; Azim Nanji, Assessor Especial na Universidade Aga Khan, Nairobi; Nasser Rabbat, Professor Aga Khan no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Cambridge; Brigitte Shim, Sócia da Shim-Sutcliffe Architects, Toronto; e Marina Tabassum, Diretora da Marina Tabassum Architects, Daca. Farrokh Derakhshanié o Diretor do Prémio. Para mais informações, consulte as biografias do Comité Diretivo (https://www.akdn.org/architecture/steering-committee/196951)

Contactos para a imprensa:

Sam Pickens 

Telefone: (41.22) 909.72.00 

E-mail: info@akdn.org

Site: www.akdn.org/architecture

Notas

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura foi criado pelo Aga Khan em 1977 para identificar e encorajar conceitos de construção que correspondam com sucesso às necessidades e aspirações de comunidades nas quais exista uma presença significativa de muçulmanos. O Prémio reconhece exemplos de excelência arquitetónica nos campos do design contemporâneo, habitação social, melhoria e desenvolvimento comunitário, preservação histórica, reutilização e conservação de espaços, assim como design paisagístico e melhoria do meio ambiente. Desde que o Prémio foi lançado há 42 anos, já houve mais de 116 projetos agraciados com o prémio e mais de 9000 projetos de construção documentados.

O mandato do Prémio Aga Khan para a Arquitetura é diferente de muitos outros prémios de arquitetura: este seleciona projetos - do melhoramento de favelas a arranha-céus ecológicos - que não cumpram apenas a excelência arquitetónica, mas que melhorem também a qualidade de vida geral. O Prémio não premeia apenas arquitetos, distinguindo também municípios, construtores, clientes, mestres artesãos e engenheiros que tenham desempenhado papéis importantes na realização de um projeto. 

O Prémio Aga Khan para a Arquitetura faz parte da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN). Atualmente, gere cerca de mil programas e instituições em 30 países - muitos dos quais iniciados há mais de 60 anos e outros há mais de 100. Emprega aproximadamente 80 000 pessoas, a maioria das quais vive em países em desenvolvimento. O orçamento anual da AKDN para atividades de desenvolvimento sem fins lucrativos é de aproximadamente 950 milhões de dólares. O seu ramo para o desenvolvimento económico, o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, gera receitas anuais de 4,3 mil milhões de dólares, mas todos os excedentes gerados pelas suas empresas de projeto são reinvestidos em novas atividades de desenvolvimento, geralmente em regiões frágeis, remotas ou em situação de pós-conflito.