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Aga Khan Ensemble em Portugal: Nova música com raízes profundas

O Aga Khan Ensemble vai dar interpretar concertos Navruz no Parlamento português, na Fundação Serralves, no Mesu Gulbenkian e no Centro Ismaili em Lisboa

Artistas conceituados do catálogo da Iniciativa Aga Khan para a Música vão reunir-se para participar num programa dedicado à celebração da riqueza e diversidade cultural, em honra de Navruz, que significa “Dar as boas-vindas à primavera”. O Aga Khan Ensemble vai interpretar no palco um repertório único nas seguintes instituições:

Fundação Serralves                20 março às 18h50

Parlamento de Portugal          21 de março às 17h50

Museu Calouste Gulbenkian  22 março de 13h00

Centro Ismaili em Lisboa       23 de março, 21:45

Câmara Municipal de Lisboa  24 de março, 18:00

Esta série de concertos vai apresentar repertório criado recentemente e também incluir sessões educativas e seminários de artistas do Ensemble. O Aga Khan Ensemble é um coletivo composto por mestres musicais que criam música nova, inspirada pelas suas raízes profundas no património cultura do Médio Oriente e Bacia do Mediterrâneo, Ásia do Sul, Ásia Central, África Ocidental e China. Estes mestres musicais são os principais colaboradores artísticos da iniciativa Aga Khan para a Música. São intérpretes e compositores/arranjadores aclamados que tocam nos palcos mais prestigiados a nível mundial e trabalham também como professores, mentores e curadores, que enriquecem a rede inter-regional de programas de educação da Iniciativa para a Música.Ao ligar países e continentes, assim como o presente e o passado através da exploração de diversas formas de música clássica, folclórica, jazz e contemporânea, o conjunto dá um forte contributo para a missão da Iniciativa para a Música com o intuito de fortalecer o pluralismo cultural e intelectual nas nações que serve. Ao forjar este contributo, o Aga Khan Ensemble dá vida a uma nova produção de trabalho artístico que é, ao mesmo tempo homogéneo, surpreendente e exuberantemente original.

 “É um enorme prazer e privilégio apresentar o Aga Khan Ensemble ao público de Portugal”, afirmou Fairouz Nishanova, a diretora da Iniciativa Aga Khan para a Música. “É especialmente significativo fazê-lo como parte da comemoração do Navruz no Parlamento de Portugal, a celebração do Novo Ano tradicional, que simboliza o firme empenho de Portugal para com o pluralismo cultural”.

“Tocar no AKMI Ensemble tem sido uma experiência que mudou a minha vida”, afirmou Sirojiddin Juraev, um mestre musical do Tajiquistão e colaborador de longa data com a Iniciativa Aga Khan para a Música. “Ao trabalhar com músicos sobre as tradições históricas ao longo da Rota da Seda, adquiri uma compreensão mais profunda do meu património cultural e da sua importância no mundo contemporâneo”.

Os músicos que vão tocar no Aga Khan Ensemble no recital em Portugal incluem:

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Homayoun Sakhi.
Homayoun Sakhi, um músico conceituado do rubabafegão, bem como compositor que reúne as linguagens, músicas e instrumentos do Oriente e do Ocidente. Nascido em Cabul numa das principais famílias musicais do Afeganistão, Sakhi é herdeiro de uma linhagem musical que teve início em 1860, quando o governante de Cabul, Amir Sher Ali Khan, levou músicas com formação clássica para a corte. Sakhi interpreta música popular e folclórica afegã, bem como música clássica indiana (raga). Os seus créditos de compositor incluem “Rainbow”, para o rubabafegão, percussão indiana e da Ásia Central e um quarteto de cordas.

 

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Sirojiddin Juraev.
Sirojiddin Juraev é proveniente de uma linhagem de músicos de dutarna sua região nativa do norte do Tajiquistão. Estudou no Colégio de Música em Khujand e na Universidade Khujand e depois na Academia de Maqam, em Dushanbe, com o ustad, Abduvali Abdurashidov. Atualmente, dá aulas de dutarno Conservatório Nacional em Dushanbe e é um académico da Fullbright na Escola de música de Harvard.

 

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Basel Rajoub.
Basel Rajoub, um saxofonista, compositor e improvisador, cujas inspirações incluem melodias e ritmos tradicionais do Médio Oriente, bem como jazz. Nascido em Aleppo, na Síria, Rajoub terminou o curso no Instituto Superior de Damasco e cria nova música que reúne músicos do Médio Oriente, África do Norte, Ásia e Europa. Vencedor do Prémio de Música Moyen-Orient da Rádio Monte Carlo, Rajoub divide o seu tempo a tocar, ensinar, compor e gravar

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Salar Nader.
Salar Nader, o exímio intérprete de tabla,nasceu em Hamburgo, na Alemanha, cujos pais foram obrigados a fugir durante a guerra entre a Rússia e o Afeganistão. Quando era criança, Nader foi viver para São Francisco, onde aos sete anos começou a estudar com o lendário virtuoso de tablaUstad Zakir Hussain. Nader tocou com um leque eclético de ensembles e projetos musicais internacionais. Além disso, trabalha como professor de tabla, tanto nos E.U.A. como no Afeganistão, onde ajudou a reviver e a revitalizar tradições musicais indígenas.

 

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Andrea Piccioni.
Andrea Piccioni, nascido em Roma, é um grande intérprete de pandeiro, tambores só com tarola, por vezes com jingles, tocado com as mãos em vez de baquetes. Depois de dominar o tamburellodo sul de Itália, Piccioni estudou ritmos de pandeiro e técnicas de interpretação do Médio Oriente, Norte de África e da Ásia Central. Piccioni é um professor experiente, bem como diretor artístico do Frame Drums Italia International Festival.

 

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Feras Charestan.
Feras Charestan,proveniente da cidade de Al-Hasakeh, no nordeste da Síria, estudou qanunno Instituto Superior em Damasco. Tocou como solista de qanuncom orquestras sinfónicas e tem pertencido a bandas conhecidas, bem como agrupamentos de música contemporânea que estão a criar nova música baseada nas tradições do Médio Oriente.

A AKDN Portugal e o AKMI iniciaram uma colaboração em 2012 com uma série de concertos com curadoria do Festival de Música Sacra de Évora e continuou em 2013 com a primeira comemoração do Nowruzno Parlamento de Portugal e deu concertos no Mosteiro dos Jerónimos e no Castelo de São Jorge, como parte do Prémio Aga Khan para a Arquitetura. Em 2015, a AKDN Portugal e o AKMI criaram uma parceria para apresentar concertos e seminários pelo Alim Qasimov Ensemble, uma coletivo artístico conceituado do catálogo do AKMI. Os concertos e sessões educativas do Ensemble, apresentados no Museu da Eletricidade em Lisboa, no Centro Ismaili em Lisboa e noutros recintos, incluíram o mugham, a tradição transnacional de música clássica ou música de corte que floresceu nos grandes centros culturais do Norte de África, Médio Oriente, Ásia Ocidental e Ásia Central que foi criada há mais de mil anos. 

Para obter mais informações sobre a Iniciativa Aga Khan para a Música, contacte: akmi@akdn.orgou info@akdn.org

 

ou

Nathalie de Groot 

Iniciativa Aga Khan para a Música

1-3 Avenue de la Paix

1202 Genebra

Suíça

akdn.org/what-we-do/music

 

OBSERVAÇÕES

Fundação Aga Khan (AKF) é parte integrante da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN), um grupo de agências privadas, não confessionais que trabalham para autonomizar comunidades e indivíduos para melhorar as condições de vida e oportunidades, em especial na África Subsariana, na Ásia Central e do Sul e no Médio Oriente. As instituições da AKDN apoiam o desenvolvimento da Índia há mais de 100 anos.

A missão da Fundação Aga Khan é desenvolver e promover soluções criativas com base na comunidade para os problemas de longa data da pobreza, fome, analfabetismo e problemas de saúde. Os programas englobam a educação, a saúde e o desenvolvimento rural e urbano e o que motiva todo este trabalho é um forte empenho na participação comunitária, emancipação das mulheres, pluralismo e inclusão social e desenvolvimento de recursos humanos.

A AKF está presente na Índia desde 1973 e, atualmente, está ativa em sete estados. Até à data, o seu apoio a programas coordenados pela comunidade ajudou 1,2 milhões de crianças a aprender a ler e permitiu que mais de 10 000 organizações baseadas em comunidades se expandissem e melhorassem a qualidade de vida dos 1,3 milhões da população mais pobre da Índia.