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  • Alice Wairimu Nderitu, vencedora do Prémio GCP de 2017
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Alice Wairimu Nderitu: vencedora do Prémio GCP de 2017

Quando crescia na área rural do Quénia, Alice Wairimu Nderitu costumava subir a uma grande árvore para ouvir às escondidas. Abaixo dela estava reunido um grupo de idosos a fazer justiça sobre questões relacionadas com a comunidade. Enquanto Alice estava empoleirada a vê-los a chegarem a um consenso, decidiu que um dia seria um desses idosos que promovem a paz na comunidade dela. Porém, todos os outros idosos eram homens. Disseram-lhe que fazer a paz não dizia respeito às mulheres.

Algumas décadas mais tarde, em 2010, como Comissária da Coesão Nacional e da Comissão de Integração, ela reuniu-se para negociações de paz com 100 idosos de dez comunidades étnicas que nunca tinham negociado a paz entre eles. Um ano e meio antes, em 2007, 2008, ocorreram atos de violência no Vale do Rift no Quénia depois de serem anunciados os resultados de eleições forjadas. A eleição deu origem a diferendos históricos resultantes de tensões sobre tensões étnicas profundas e de terrenos. Quando a violência pós-eleitoral acalmou, mais de 1 300 quenianos foram mortos e 600 000 desapareceram. Em 2010, com a perspetiva de um referendo constitucional, a tensão aumentou. Será que a região iria dividir-se de novo devido a motivos étnicos? Ou será que vão unir-se em paz? Foi nessa altura que Alice se sentou à mesa e iniciou o processo de paz de 16 meses. Como a única mulher dos três mediadores, eles reuniram os idosos num diálogo que deu origem às primeiras eleições pacíficas em 20 anos.

Alice foi uma das vencedoras do Prémio de Pluralismo Global de 2017, que reconhece o pluralismo em ação.

[Leia a história dela aqui]