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  • Ivoire Coton, uma empresa em fase de projeto da AKFED.
    AKDN / Lucas Cuervo Moura
  • A Azito, a maior central elétrica do setor privado na África Subsariana, fornece mais de 30 por cento da capacidade de produção de eletricidade da Costa do Marfim.
    AKDN / Lucas Cuervo Moura
  • A Filtisac Côte d’Ivoire s.a. é uma empresa em fase de projeto da AKFED que fabrica sacos de polipropileno para a embalagem e transporte de produtos para mercados locais e de exportação.
    AKDN / Lucas Cuervo Moura
  • Ivoire Coton, uma empresa em fase de projeto da AKFED.
    AKDN / Lucas Cuervo Moura
  • A Chimtec s.a. é uma empresa em fase de projeto da AKFED que produz produtos químicos.
    AKDN / Lucas Cuervo Moura
Desenvolvimento económico

A AKDN participa em projetos de desenvolvimento económico na Costa do Marfim desde a década de sessenta. Tendo começado pela indústria de embalagens, na última metade do século, o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico (AKFED), através dos Industrial Promotion Services (IPS), expandiu para projetos de infraestruturas e agronegócios. 

Na década de sessenta, a Costa do Marfim concentrou-se no cacau como a cultura que iria impulsionar o seu desenvolvimento. Porém, não tinha capacidade de embalagem e, como resultado, o fruto e os grãos de cacau apodreciam no chão. As agências da AKDN já tinham investido na indústria da juta no Bangladeche, onde esta planta fibrosa era utilizada para fabricar sacas robustas para embalar alimentos locais. Em vez de importar grandes quantidades de sacas do Bangladeche, os IPS empenharam-se em fabricar sacas de juta na Costa do Marfim. A primeira fábrica de embalagem, chamada Filtisac, tornou-se o motor económico que impulsionou os IPS na África Ocidental em 1965. 

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A Filtisac Côte d’Ivoire s.a. é uma empresa em fase de projeto da AKFED que fabrica sacos de polipropileno para a embalagem e transporte de produtos para mercados locais e de exportação.
A África Ocidental sofreu alterações profundas no final da década de noventa. Os governos decidiram privatizar vários setores da economia que pertenciam ao Estado. O setor do agronegócio abriu-se a investimentos privados. Esta foi a oportunidade perfeita para os IPS mostrarem um maior interesse pelos produtos embalados por estas fábricas com um profissionalismo tão consumado. 

Em 1998, os IPS, em conjunto com a empresa suíça Paul Reinhart-AG, adquiriram três fábricas de produção de algodão situadas no noroeste do país e criaram a Ivoire Coton. Dez anos mais tarde o grupo também adquiriu a unidade de produção de M’Bengué, situada um pouco mais a norte, que se fundiu com a Ivoire Coton em 2012.  

Em 2014, os IPS investiram num dos setores do agronegócio mais promissores da Costa do Marfim: o processamento de castanha de caju em grão e criaram a Cajou des Savanes em Bouaké em 2014. Como tudo o que diz respeito à AKDN, os investimentos são normalmente feitos a longo prazo e, como tal, os projetos têm de ser sustentáveis. A garantia da viabilidade a longo prazo depende da resolução de restrições infraestruturais persistentes. Com frequência, há atrasos em levar as colheitas para as unidades de processamento e em levar os produtos processados aos clientes. Além disso, as fábricas não dispõem da energia adequada.  

Para resolver este problema, os IPS têm participado no desenvolvimento da central elétrica de Azito perto de Abidjan desde 1997. A Azito tornou-se o principal fornecedor de eletricidade da Costa do Marfim, com uma das mais potentes e eficientes centrais termoelétricas em África. Em 2015, a Azito inaugurou a terceira turbina, alimentada exclusivamente com os resíduos das duas outras turbinas, concretizando mais um dos principais objetivos dos IPS: o desenvolvimento sustentável. Os IPS continuam a ser inspirados por uma ambição dupla: demonstrar que é possível, e mesmo rentável, processar matéria-prima em África e também criar emprego e melhorar a qualidade de vida das populações locais associadas aos vários centros industriais. Por exemplo, a Ivoire Coton emprega cerca de 50 000 produtores no norte da Costa do Marfim. Em conjunto, as várias fábricas e empresas nos IPS na África Ocidental na África Ocidental empregam cerca de 4500 pessoas que usufruem de assistência social e financiamento educativo para os filhos. Cada emprego criado afeta uma família, o que significa que cerca de 600 000 pessoas estão a ser beneficiadas pela expansão dos IPS (WA) na África Ocidental. 

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A central elétrica Azito, na Costa do Marfim.