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A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento em Portugal

As actividades da Fundação em Portugal vão desde a pesquisa pioneira à intervenção programática inovadora nas áreas da educação de infância e nas respostas à exclusão social e pobreza urbana.As actividades da Fundação em Portugal vão desde a pesquisa pioneira à intervenção programática inovadora nas áreas da educação de infância e nas respostas à exclusão social e pobreza urbana.

English Version

A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) conta com uma presença activa de várias décadas no país, tendo iniciado a sua actividade com a Fundação Aga Khan Portugal, que actua desde 1983, tendo sida em 1996 oficialmente reconhecida, por decreto-lei, como uma Fundação Portuguesa. As actividades da Fundação em Portugal vão desde a investigação à intervenção inovadora nas áreas da educação de infância e nas respostas à exclusão social e pobreza urbana.

 

K’CIDADE- um Programa de Desenvolvimento Comunitário Urbano

 

Os contextos urbanos na Europa têm-se tornado gradualmente mais diversificados, multi-étnicos, em que pessoas com diferentes origens e características socio-económicas convivem lado a lado. As cidades Europeias estão condicionadas pelo impacto da globalização económica e pela crescente migração de e para a União Europeia. Novas formas de pobreza têm vindo a excluir pessoas do que é considerado como o limite mínimo aceitável para uma vida condigna. As alterações contextuais a que se assistem incluem a privatização de serviços e a reforma do Estado de Providência, alterações demográficas com um aumento da percentagem de emprego feminino, aumento do número de famílias monoparentais, aumento da esperança de vida, desertificação das zonas rurais e urbanização.

A sociedade portuguesa tem atravessado, nas últimas décadas, transformações profundas de natureza social, económica e cultural que, no seu conjunto, traduzem uma inegável melhoria da qualidade de vida da generalidade da população. Contudo, torna-se igualmente incontornável a persistência e a emergência de bolsas de pobreza e exclusão social, designadamente em áreas urbanas ou em zonas de periferia urbana e metropolitana.

Em 2005, o Patriarcado de Lisboa e a Fundação Aga Khan Portugal assinaram um acordo de parceria que prevê a colaboração no âmbito de um programa de desenvolvimento comunitário urbano, tendo em vista a produção de respostas inovadoras para problemas decorrentes da exclusão social. Este acordo reflecte o compromisso partilhado do Patriarcado de Lisboa e da Fundação Aga Khan Portugal, uma agência da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, na melhoria da qualidade de vida das populações, incluindo imigrantes e minorias étnicas.

Este compromisso com as problemáticas da exclusão social está igualmente subjacente ao Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento estabelecido entre o Governo Português e o Imamat Ismaili, que vigora desde Março de 2006. Um começo sólido desta parceria teve lugar através do Programa K’CIDADE, Programa de Desenvolvimento Comunitário Urbano, com o desenvolvimento de iniciativas múltiplas no sentido de fortalecer as competências das comunidades para que sejam agentes activos do seu próprio desenvolvimento sustentável e iniciem um percurso de progresso económico e social.

O objectivo do Programa K’CIDADE (lê-se “Capacidade”) é o de desenvolver novas formas de apoiar estas comunidades, designadamente através de: reforço dos esforços governamentais para ir ao encontro de necessidades de uma população que é crescentemente diversificada, fortalecer a sociedade civil, incluindo as associações voluntárias de base local, mobilizar um conjunto diversificado de parceiros. Em 2008, o programa beneficiou cerca de 15.000 pessoas e em 2009 pretende chegar a cerca de 25.000 pessoas, das quais 45% são imigrantes ou pertencentes a minorias étnicas, e disponibilizar apoio a 250 organizações locais.

Através do Programa, a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento colabora com o Governo e autarquias, com a Comissão Europeia, organizações da sociedade civil proeminentes e a Igreja Católica. As lições que resultam do trabalho desenvolvido pelo K’CIDADE estão a ser analisadas e sistematizadas para uma possível replicação das abordagens em outros contextos urbanos em Portugal e em outros países da Europa.


Educação

Educação de Infância

Conscientes da importância dos primeiros anos de vida na formação da inteligência, personalidade, comportamento social e no desenvolvimento físico ulterior e dos retornos extraordinários que o investimento nestes primeiros anos traz para o sucesso das crianças na escola e na vida, a educação de infância tem sido uma das prioridades da Fundação Aga Khan em Portugal. Desde o início que a Fundação tem procurado apoiar iniciativas que promovam uma educação de qualidade para as crianças que seja esclarecedora, que fomente a autonomia, a aprendizagem activa, o pensamento crítico e a participação da criança.
A Fundação Aga Khan tem mais de 25 anos de experiência internacional em educação de infância e tem relações estreitas com especialistas e organizações pioneiras na promoção de uma educação de infância de qualidade.

Em estreita parceria com o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, a Fundação Aga Khan Portugal planeia assegurar a gestão de um centro de educação de infância em Lisboa. A nova parceria público-privada tem como objectivo a criação de um centro de referência para crianças até aos 5 anos de idade, com especial enfoque nas crianças dos 0 aos 3 anos, atendendo às necessidades existentes para esta faixa etária. Trabalhando com crianças de diferentes contextos e percursos de vida, será dada ênfase às questões relacionadas com a diversidade cultural e os benefícios da integração e das aprendizagens nos primeiros anos de vida.

A Academia Aga Khan

Em 2000, Sua Alteza o Aga Khan iniciou um programa para o estabelecimento de uma rede integrada de escolas, as Academias Aga Khan, dedicadas a expandir o acesso a uma educação segundo os padrões internacionais de excelência. As Academias, que disponibilizarão educação para homens e mulheres, do pré-escolar ao secundário, estão planeadas em zonas geográficas específicas, primordialmente na Ásia e em África. A primeira destas academias é a Academia Aga Khan em Mombaça que iniciou as suas operações em Agosto de 2003.

Está prevista a inclusão de Lisboa como um dos locais para a criação de uma Academia, como parte desta prestigiada rede de Academias.

Com um curriculum baseado no International Baccalaureate, a Academia tem como actividade central uma educação abrangente centrada no ser humano desde o pré-escolar até ao secundário. As Academias irão desenvolver um sistema robusto e internacional de intercâmbios de professores e alunos, bem como com outras escolas parceiras, como a Academia Phillips nos Estados Unidos e a Schule Schloss Salem na Alemanha. Duas das áreas que vão ser trabalhadas transversalmente serão o domínio de pelo menos duas línguas, com o inglês como a língua de ensino, e o domínio das tecnologias de informação. Para assegurar o acesso independentemente das condições socio-económicas ou outros factores, a admissão nas Academias é baseada no mérito e não na capacidade financeira das famílias para pagar.

Educação Superior

Em Julho de 2008, a Universidade Aga Khan e a Universidade Católica Portuguesa assinaram um acordo para uma colaboração académica, como parte dos esforços de promoção de uma compreensão e um entendimento das diferentes culturas e credos. Áreas de colaboração entre as duas universidades incluem questões relacionadas com cultura, lei, religião, ética, ciências da saúde, educação e desenvolvimento humano que se consubstanciarão através de projectos de investigação conjunta, iniciativas de formação e programas de intercâmbio para os membros das faculdades e os estudantes. Esta parceria reforça um compromisso colectivo de ir além das fronteiras existentes e construir pontes entre diferentes credos e comunidades, estabelecendo ligações entre diferentes partes do mundo através da linguagem universal do estudo e da investigação. Esta parceria é uma oportunidade de abordar preocupações partilhadas, identificar interesses comuns e promover um maior entendimento de questões mais vastas a nível mundial.

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